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setembro 4, 2009 por perfilnautico
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Divulgação / Foto oficial do campeonato
Dois jovens de 19 e 18 anos. Um já é tricampeão mundial, o outro é bi. Mário Tinoco e Matheus Gonçalves velejam juntos há dois anos, acabaram de vencer mais um Campeonato Mundial Jr. da Classe Snipe e já fazem parte da história da vela brasileira e mundial.
Mario, o Camaradinha, é o primeiro velejador do mundo a conquistar três mundiais junior. No primeiro, em 2005, foi proeiro de Victor Demaison. Nos dois últimos (2007 e 2009), correu como timoneiro e teve Matheus como proeiro que, com os dois títulos, se igualou a André Fonseca, o Bochecha.
Nessa entrevista, os dois falam da sensação de ‘conquistar o mundo’, mostram confiança para o Mundial Sr. que começa no dia 4 de setembro, pensam sobre as possibilidades para o futuro da dupla e torcem para que o Rio seja a sede dos jogos olímpicos de 2016.
Juntos, vocês são bicampeões mundiais, Mario é tri. Qual a sensação? O que significa ser campeão mundial?
Mário Tinoco: Significa saber que não tem ninguém no mundo melhor que eu.
Matheus Gonçalves: É sem explicação, é uma mistura de sensações, vontade de gritar, cantar, pular, chorar.
Mário ganhou um mundial como proeiro e dois como timoneiro. É diferença?
MT: Faz diferença, é claro. Cada um tem suas responsabilidades, mas acho que é muito maior quando se está à frente do timão.

Divulgação / Foto oficial do campeonato
Vocês vão correr o mundial sênior, a partir do dia 4 (as regatas começam no dia 7). Quais são as chances reais de vocês? Faz diferença ser ‘junior’ ou, na raia, a idade não faz diferença?
MT: Estamos bem preparados para o sênior. O nível do Snipe no Brasil é bem alto e nós obtivemos excelentes resultados ao longo do ano. Além disso, não acho que a idade faça diferença.
MG: Temos boa chance de ficar entre os dez primeiros deste mundial, treinamos bastante durante os últimos dois anos e acabamos de correr o junior na mesma raia. E concordo com o Mário, dentro d’água a idade não diz nada. Leia mais
Tags: gonçalves, tino, vela, velejador
maio 4, 2009 por admin
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Por Jorge Nasseh
Meu primeiro barco foi um desastre! Bem, eu tenho de admitir que cometi o erro mais comum de qualquer construtor principiante: tentar fazer ou adaptar, por conta própria, um projeto existente. Eu, sinceramente, não conheço nenhum lugar do mundo onde isso já tenha dado certo, e note que eu tenho andado por todos os lados deste planeta, vendo gente construir barcos de todo tipo e tamanho. Embora a qualidade da minha construção tivesse sido muito boa em termos de material, métodos de fabricação e acabamento, a adaptação do projeto deixou a desejar. Infelizmente, eu só fui reconhecer isso quando acabei de construir o barco e comecei a compará-lo com outros projetos melhores.
Um dos maiores problemas ao se adaptar um projeto, ou tentar fazer um do nada, sem os conhecimentos básicos, é que você superestima seu talento para construir algo que só você irá utilizar. As principais relações de comprimento/boca, alturas, larguras de porta, camas, cabine, etc são, invariavelmente, feitas fora das dimensões comerciais usuais encontradas na maioria dos barcos projetados e construídos por profissionais experientes.

Na maior parte das vezes, as variações de escala são pequenas, mas o suficiente para causar danos estéticos. Mesmo que você faça um bom trabalho na sua primeira tentativa de adaptar um projeto, são pequenas diferenças que só um construtor experiente adquire com o tempo, que fazem um barco ter linhas e geometria agradáveis. E note que ainda não está se levando em conta a parte hidrodinâmica do casco.
Pequenas inflexões na curvatura da borda, roda de proa, espelho de popa, cabine, vaus e outros detalhes fazem uma diferença incrível, mas que um cego de paixão, construindo e projetando seu primeiro barco não é capaz de notar. É como iniciar o projeto sendo uma pequena nuvem em um céu azul, e acabar de construí-lo como se todo o céu tivesse sido tomado por uma forte tempestade, onde você não enxerga um palmo à sua frente. Leia mais
Tags: barco, projeto
fevereiro 3, 2009 por admin
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Marcio Ferreira, fundador da Fibrafort
Divulgação
Por Marcelo Buda
A Fibrafort está no segmento náutico desde 1993 e é hoje o maior estaleiro da América do Sul. Em julho de 2008 ultrapassou a marca dos 8 mil barcos produzidos e tem perspectivas ambiciosas de crescimento para os próximos anos. Prestes a completar 20 anos, a empresa começou customizando diversos produtos em fibra de vidro, e ao longo do tempo tem profissionalizado suas diversas áreas, e aprimorando produtos e processos. Líder do mercado brasileiro, o estaleiro ganha destaque internacional, fortalecendo o reconhecimento mundial da marca.
O aumento da competitividade e a crescente demanda por produtos com maior valor agregado, geram necessidades de desenvolvimento organizacional e investimento em qualificação de processos e produtos. Em novembro de 2008 a Fibrafort ganhou um novo acionista, e a gestão da companhia passou a ser formada por um comitê de acionistas e duas diretorias focadas em ações estratégicas em diferentes áreas da organização.
Inicialmente não haverá grandes impactos da mudança, pois a empresa segue um planejamento estratégico, que até 2020 tem expectativas de crescimento desafiadoras e agressivas. O maior impacto será na modernização de processos, na dinâmica das soluções apresentadas para revendedores e consumidores, aumento da produtividade e desenvolvimento de produtos alinhados com as necessidades de mercado.
Conversarmos com o Marcio Ferreira, fundador da Fibrafort, e o responsável pelo início dessa trajetória de sucesso.
PN - A Fibrafort iniciou suas atividades produzindo equipamentos diversos em fibra de vidro. Quando você descobriu que produzir barcos poderia ser promissor?
MF - O mercado, em qualquer área de atuação, oferece oportunidades promissoras para quem está comprometido com produtos, serviços e consumidores. Identificamos uma oportunidade de trabalhar com consumidores, desenvolvendo barcos que pudessem satisfazer tanto em qualidade quanto custo.
Quando iniciamos, uma das maiores insatisfações de consumidores era referente as estruturas dos barcos disponíveis no mercado. Eram insuficientes e logo nosso foco foi fabricar um barco bem estruturado. Leia mais
Tags: entrevista
dezembro 24, 2008 por admin
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Por Lucas Conejero
Da Fama Assessoria
O ubatubense e campeão brasileiro de surf profissional, Renato Galvão, faz um balanço do ano que está prestes a terminar. Ele conta como foi importante a estrutura oferecida pela South to South para correr o WQS de 2008, lamenta a contusão do tornozelo - ainda no começo do ano durante um freesurfer em Noronha - e fala das expectativas sobre a temporada e a perna havaiana do Tour de Qualificação. Apesar de não ter mais chances para ingressar no WCT do ano que vem, Galvão garante presença e determinação nos eventos de Sunset e de Haleiwa, onde acredita ser o começo de uma nova safra de conquistas.
Comente sobre a temporada de 2008: desempenho, resultados, dificuldades…
Vinha de uma seqüência muito boa de resultados e conquistas em 2007. Havia acabado de fechar com a South o contrato para correr o WQS 2008. Estava me programando para começar o ano em um ritmo forte no WQS e no SuperSurf quando, em uma sessão de surf em Noronha, torci meu pé direito e fui obrigado a ficar dois meses sem surfar. Foram dois meses sem competições e sem treinamento.
Isso, sem duvida, me atrapalhou muito. Acabei perdendo um pouco da pegada e não tive tempo de testar minhas pranchas novas, nem de me preparar antes das competições. Conseqüentemente acabei não obtendo bons resultados no WQS e no SuperSurf no inicio do ano, o que atrapalhou toda a temporada.
No WQS comecei o ano com “seeding 150″ - entrava em fases um pouco mais avançadas das competições - atualmente estou 66º. Venho a cada evento subindo uns degraus e espero, se Deus quiser, melhorar ainda mais minha colocação no Hawaii. Isso sem duvida será muito importante para mim em 2009.
E o SuperSurf? Depois da vitória em Itamambuca você se tornou recordista profissional com o maior número de etapas vencidas…
No SuperSurf foi assim também, acabei não indo bem nas primeiras etapas, estava surfando bem mais não estava conseguindo manter o ritmo durante a bateria. Pegava uma onda legal e acabava não conseguindo uma segunda. Ubatuba foi o evento chave para mim. Fui campeão em casa e entrei na briga pelo titulo brasileiro. Leia mais
Tags: surf
setembro 26, 2008 por admin
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Por Marcelo Buda
A Acobar - Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos está fazendo uma campanha para utilização do Selo de Conformidade. A marca de identificação foi criada para que o consumidor tenha a garantia de que o barco que está comprando foi construído a partir de critérios rígidos de qualidade, com todos os equipamentos utilizados fabricados exclusivamente para a utilização náutica.
O Selo de Conformidade da Acobar leva em conta o compromisso técnico e ético do fabricante. A Norma NBR 14574, específica para o mercado náutico, foi desenvolvida numa parceria entre a Acobar e a ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, para enquadrar os fabricantes nos padrões nacionais e internacionais de qualidade.
Os selos são numerados seqüencialmente e o controle é feito a partir de protocolos gerados para cada unidade emitida. Possuem marca holográfica que ratifica a autenticidade e impede a reprodução. Uma vez afixados, não podem ser reutilizados, pois o material se desintegra ao ser removido da superfície em que foi colado.
A utilização do selo no Brasil ainda acontece timidamente. Para esclarecer alguns pontos importantes sobre o assunto, entrevistamos o vice-presidente da Acobar, Jorge Nasseh:
PN – É OBRIGATÓRIO O ESTALEIRO TER O SELO DE CONFORMIDADE?
Jorge Nasseh - O selo de conformidade, assim como as normas da ABNT, são de uso voluntário não existindo obrigatoriedade do seu uso pelos fabricantes, mas o selo atesta o fabricante que segue os padrões de qualidade ditados pela entidade brasileira que regulamenta as normas de fabricação da maioria dos produtos.
PN - QUAL O BENEFÍCIO PARA O ESTALEIRO TER O SELO?
Jorge Nasseh - O benefício do estaleiro em ter o selo é ter o diferencial do padrão de qualidade instituído pelas normas da ABNT que vigoram em todo o território nacional. Tanto estaleiros nacionais quanto estrangeiros que comercializem no Brasil, assim como os representantes de produtos estrangeiros devem estar de acordo com as normas de construção da ABNT, afinal em qualquer caso de dúvida sobre um potencial problema a norma da ABNT é o documento legal que espelha os padrões de qualidade e segurança exigidos pelas autoridades brasileiras.
PN - EM QUE SENTIDO O SELO PODE PROPORCIONAR SEGURANÇA NA EMBARCAÇÃO?
Jorge Nasseh - O selo é a garantia de que o construtor está ciente dos requisitos mínimos de construção e segurança exigidos para o uso de uma embarcação em todo o território nacional. Durante a construção ele deve seguir as recomendações ditadas nas normas, que incluem desde a construção do barco até as instalações de sistemas elétricos, hidráulicos e motorização. A norma ainda lista toda a documentação necessária à disposição dos órgãos nacionais que devem ficar registradas durante a construção de cada modelo e a necessidade de testes periódicos com os materiais usados durante a fabricação.
Confira a entrevista completa na edição 14 da Perfil Náutico.
Tags: Acobar, Jorge Nasseh, selo de conformidade
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